sábado, 7 de julho de 2012

Salomão discursa sobre o pessimismo


Eclesiastes - 1. 13 – 17 (a mensagem de Eclesiastes torna evidente que a vida sem temor de Deus termina em frustrações)


Este estudo fala do pessimismo de Salomão, o autor. Pessimismo é uma disposição de espirito que leva o individuo a encarar tudo pelo lado negativo, a esperar de tudo o pior. Salomão apresenta sua experiência de frustração e diz que é dever de todo homem “temer a Deus e guardar os seus mandamentos” Ec. “12.13”.

Salomão enfatiza o pessimismo da vida natural: diante da brevidade da vida, é conveniente aproveitar a juventude obedecendo às determinações do Criador. Isto nos dará condições para superar os conflitos em nossa jornada ruma à velhice. “Os maus dias” em Ec. 12 referem-se aos dias de angustia, de calamidade, alheios ao prazer que poderemos experimentar na velhice. Ao enfatizar o pessimismo da vida humana “debaixo do sol”, Salomão demonstra que sua sabedoria auto-suficiente é inadequada para ajuda-lo. Ele estabelece limites não apenas a sabedoria, mas a todos os recursos humanos. “Todos os seus dias são dores, e a sua ocupação é desgosto” Ec 2.23.
1.     Uma vida marcada pela monotonia – “Todas as coisas são canseiras” Ec 1.8. Esta expressão fala do pessimismo que produz insônia. Todas as “coisas” significam tudo quanto Salomão tinha descrito. Somente Deus é capaz de dar sentido a nossa existência e fazer novas todas as coisas ( Ap 21.5b; IICo 5.17).
2.     Uma vida marcada pela falta de propósitos – Infelizmente, tudo quanto Salomão tinha para dizer era negativo e inútil (Ec 1. 12-14), já tinha visto todas as coisas e investigado tudo, detalhadamente Ec.12.12, sua avaliação foi totalmente negativa. Como Salomão, existem milhares de seres humanos vagando sem rumo e propósitos neste mundo Pv 27.8.
3.     Uma vida que só Deus pode originar sentido – Após várias experiências frustrantes, Salomão entendeu que somente em Deus, o homem pode ter uma vida plena e significante Ec 12.13.



O cristão necessita condenar o pessimismo – a existência humana quando vivida longe de Deus, é frustrante e insatisfatória. Todos os prazeres e coisas materiais da vida nada produzem, senão um senso de futilidade. Foi para pessoas assim que Cristo fez o convite: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei” Mt 11.28.

a)     O pessimismo leva ao caos espiritual – se olharmos para a vida sem o auxilio de Deus, o mundo não passa de um caos destituído de significado e desenvolvimento Ec 1. 2-11. Nada nos habilita a viver feliz: nem a sabedoria Ec1.12-18; nem o prazer Ec 2.1-11. O pessimismo quase levou o profeta Elias a destruição I Rs 19. 1-18.
b)     O pessimismo conduz a vaidade – a palavra “vaidade” se encontra 37 vezes neste livro (Eclesiastes) podendo ser explicada como futilidade ou insignificância Ec 2.15; Rm 8.20. Pensem...os banquetes e festas eram uma constante no reinado de Salomão, riquezas, festas, “poder” coisas que hoje em dia são buscadas como ouro se sob qualquer custo, mas Salomão mostra-nos que estas eram meras aparências  de felicidade, trazendo pensamentos que o fizeram exprimir: “vaidade das vaidades, é tudo vaidade” Ec 1.2. A bíblia enfatiza que...se esperarmos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens I Co 15.19.
c)     O pessimismo leva ao desprazer do saber humano – Salomão não defende a ignorância ou a falta de sabedoria. Apenas não acredita no acúmulo de muita sabedoria como a principal fonte de felicidade, pois diz: “Com muita sabedoria vem a frustração Ec 1. 12,18.


A fé em Deus vence o pessimismo -  Salomão confiou fortemente em sua sabedoria, esperando que, pelo que acumular  muitos cavalos, o povo não retornaria
 boa ação, recebendo a recompensa Ec 9.10; Hb 6.10.
Salomão fala da natureza transitória da  prosperidade e diz que a posse de bens é determinada pelo tempo. O pessimismo é um estado doentio da alma, e como tal, não pode ser resolvido com acúmulo de bens.




Restaurando a alegria da vida – o homem tenta ser feliz por seus esforços e não consegue. Israel se queixou no deserto, dizendo: “Agora, porém, secasse a nossa alma” Nm 11:6. ( “apesar dos esforços humanos, permanece a aflição de espírito”). Isso acontece porque somente Deus pode dar a alegria duradoura para o homem.

1.     A tristeza se converterá em alegria – Jo 16.20
2.     Cristo é o motivo da nossa alegria – homens e mulheres em todo o mundo tem procurado, em meio à dor e ao desespero, significado para suas vidas, buscando a felicidade em todos os lugares. Procuram realizações no sucesso, nas drogas e em outras experiências arriscadas, sempre terminando em desgraça. Somente em Deus existe a mensagem capaz de mudar o curso da vida do ser humano Rm 1.16; II Co 5:17.
3.     A alegria celebra o banquete – “Todos os dias do aflito são maus, mas a alegria do coração é banquete contínuo” Pv 15.15 (banquete é símbolo para alegria). A alegria é um estado de espírito, e como tal, produz na alma muita paz e tranquilidade. O propósito de Deus é levar  seus filhos ao banquete da felicidade: “Leva-me à sala do banquete, e o seu estandarte sobre mim é o amor” Ct 2.4


             Conclusão -  o propósito de Deus é que tenhamos uma vida plena e alegria, mas o segredo desta conquista é a oração. Oremos para que a nossa alegria  seja completa. Felizmente o cristão pode encarar a vida  com as suas provações e dizer que se gloria nas tribulações, porque a tribulação produz paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança, e a esperança não traz confusão Rm 5. 3,4

                  
Presbítero - Roberto



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